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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sáude e bem estar do idoso


Neste artigo traremos algumas dicas para auxiliar na garantia da saúde e bem estar do idoso, sabe-se que algumas alterações fisiológicas são normais durante esta fase, o sistema digestivo, a dentição, a dificuldade para se alimentar, o paladar, a absorção dos nutrientes entre outros aspectos ficam muitas vezes comprometidos; logo, algumas mudanças no estilo de vida do idoso são necessárias para melhorar a sua qualidade de vida.


Algumas queixas como prisão de ventre, sensação de saciedade e dificuldades para se alimentar são bem comuns na maioria dos idosos. Quando ele não comanda a sua própria alimentação é importante que o cuidador esteja atento as necessidades e limitações do mesmo. Para garantir a saúde e bem estar do idoso, é importante ficar atento a variedade da alimentação bem como preservar os hábitos alimentares do idoso; tentar impor um tipo de alimentação diferente da habitual ao mesmo pode contribuir para a indisposição alimentar.


O uso de medicamentos, alguns traumas ou cirurgias, enfim algumas doenças irão exigir uma maior demanda de energia por meio da alimentação, no entanto para o idoso saudável algumas recomendações são válidas, são elas:

  • Ingerir bastante água para manter a hidratação do organismo.
  • Os carboidratos que são tão importantes como fonte energética podem ser consumidos em sua forma integral por aqueles que apresentam constipação intestinal.
  • As frutas, verduras e legumes devem ser consumidos diariamente para garantir as vitaminas e os minerais ao organismo.
  • O leite e os seus derivados bem como as carnes e leguminosas também devem fazer parte do cardápio do idoso, estes grupos de alimentos fornecem respectivamente o cálcio e o ferro tão necessários a saúde dos idosos.
  • Os óleos e gorduras e os doces devem ser consumidos com moderação.
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Em alguns casos específicos será necessária a suplementação de cálcio, vitamina B12 entre outros minerais para isso será necessária uma avaliação médica e nutricional. Para garantir a saúde e bem estar do idoso de forma efetiva é importante a avaliação de diversos profissionais de saúde como nutricionistas, geriatra e educador físico.



Fonte: Nutrição em foco
 

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Exercícios Respiratórios ajudam a tratar idosos com asma


Exercícios respiratórios são eficazes e podem atuar como aliados ao tratamento medicamentoso da asma na população idosa. De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), idosos asmáticos que se submeteram a um programa regular de exercícios respiratórios – em geral deixados em segundo plano – apresentaram melhora no quadro clínico e na qualidade de vida.


O estudo Os efeitos de um programa de exercícios respiratórios para idosos asmáticos, de autoria de Ludmila Tais Yazbek Gomieiro, consiste basicamente em praticar a respiração diafragmática, com ênfase na parte baixa do diafragma, para que a respiração se dê de maneira mais correta: “No dia-a-dia não enchemos nem esvaziamos o pulmão o quanto deveríamos”, afirma. O programa de exercícios foi aplicado duas vezes por semana, em sessões de uma hora, durante quatro meses.


Os principais sintomas da asma – tosse, falta de ar e “aperto” no peito – se manifestam em crises desencadeadas, normalmente, por estímulos físicos, emocionais ou ambientais, como fumaça ou poeira. A limitação física de idosos, consequência natural da maior idade, facilita o desencadeamento desses sintomas, principalmente quando uma atividade física, ainda que diária, é realizada.


Além disso, o envelhecimento torna a parede torácica mais rígida e enfraquece os músculos respiratórios, entre eles o diafragma, o que reduz a capacidade de respirar. Assim, em função do medo da crise, a autoconfiança dos idosos diminui e isso tem influência negativa em sua vida social. “Eles ficam com medo de sair de casa, de passear com os netos, de viajar, pois acham que terão falta de ar ou uma crise e não terão como serem socorridos, pois estarão em ambientes desconhecidos”, explica a pesquisadora.


De acordo com o estudo, houve um aumento das pressões inspiratórias e expiratórias em decorrência do fortalecimento da musculatura, ou seja, o pulmão passou a esvaziar e a encher melhor. Isso diminuiu as limitações físicas dos pacientes. “Subir ladeiras e escadas, entrar no ônibus ou realizar atividades diárias tornou-se mais fácil”, descreve Ludmila. A necessidade do bronco-dilatador, conhecido por “bombinha”, também diminuiu, bem como a quantidade de falta de ar durante a noite. Em conjunto, esses resultados aumentaram a qualidade de vida dos idosos, que passaram a se sentir mais confiantes.


A pesquisa
No Brasil, o aumento da população com mais de 60 anos e a ausência de estudos sobre exercícios respiratórios como tratamento da asma para pessoas com essa faixa etária foram fatores que levaram Ludmila a pesquisar o tema. Entretanto, sua maior motivação foram as aulas de atividades físicas para asmáticos das quais participava. “Alguns alunos chegavam em crise leve e nós conseguíamos reverter o quadro só com os exercícios respiratórios.”


A maioria dos tratamentos deixa de lado os exercícios ou, quando os utilizam, fazem uso de aparelhos e válvulas inspiratórias, o que os torna menos acessíveis. O programa de exercícios desenvolvido por Ludmila não necessita de aparelhos e o paciente pode praticá-lo sem sair de casa. “Se a pessoa tiver disciplina e conseguir decorar o básico, é possível fazer sozinha.” Além disso, se praticados regularmente, podem ser coadjuvantes no tratamento da doença.

O estudo teve a orientação do prof. Pedro Francisco Giavina Bianchi Junior, do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP.a

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Fisioterapia e seus benefícios para a terceira idade


Nos últimos anos a expectativa de vida tem aumentado, o que é muito bom. Entretanto, com o aumento dos anos vividos, as pessoas idosas podem apresentar um decréscimo na qualidade de vida, pois em decorrência do envelhecimento ocorrem algumas perdas significativas em relação ao nosso corpo.

Os sentidos como visão, audição, gustação e olfato diminuem; além de sofrermos uma degeneração óssea, muscular e em muitos órgãos internos como coração e pulmão, que fazem parte do processo de envelhecimento. Em decorrência disso, o idoso pode sentir-se menos disposto e enfraquecido com a diminuição da resistência, força e até mesmo a capacidade pulmonar.

Normalmente queixa-se de dor “aqui e ali”, sendo muitas vezes o “termômetro” da família repetindo frases como: “acho que vai chover, está doendo meu joelho”. A dor leva a uma maior imobilização deixando-o mais indisposto e fraco; enfrentando mais dificuldades para realização de suas atividades de vida diária (AVD) como tomar banho, vestir-se, caminhar, realizar alguns trabalhos domésticos, piorando muito a sua qualidade de vida.

A propensão a adquirirem algumas patologias que ocorrem com o passar dos anos aumenta, tais como osteoporose (enfraquecimento dos ossos), artroses (degeneração articular), incontinência urinária, diabetes, hipertensão arterial; o que pode ocasionar problemas de coração e AVC (Acidente Vascular Cerebral, mais conhecido como “derrame”).

A fisioterapia atua tanto na prevenção quanto na recuperação destas patologias através de um programa especializado conforme a individualidade de cada caso, através da fisioterapia motora, respiratória e neurológica.
Em busca da melhoria da qualidade de vida da população na faixa etária da melhor idade, na fisioterapia motora trabalhamos com reforço muscular, alongamento, propriocepção, coordenação e equilíbrio por meio de programas adequados de cinesioterapia (exercícios terapêuticos com utilização ou não de aparelhos), conforme as especificidades de cada pessoa.

O uso adequado de órtese também pode ser um bom recurso que poderá auxiliar no dia a dia de alguns idosos. A órtese mais usada pelos idosos é a bengala e tem como objetivo melhorar o apoio para a locomoção; poupando, muitas vezes, algumas articulações.
Outro recurso que temos na fisioterapia é a eletroterapia que também dispõe de aparelhos e é muito eficiente para tratamento do idoso nos casos de analgesia (diminuição da dor), edema (inchaço), inflamação e até mesmo para reforço muscular.

A reabilitação pulmonar também é muito importante para o idoso que poderá aumentar sua capacidade pulmonar ocasionando um gasto menor de energia para as atividades de vida diária e maior disposição para a realização de atividades. O tratamento pode acontecer no consultório, em casa, ou até mesmo em um parque, o que depende de cada caso e objetivos propostos.

A fisioterapia domiciliar costuma ser muito importante, pois o fisioterapeuta pode observar o ambiente em que o idoso vive e interferir com mais eficácia nas atividades desenvolvidas no cotidiano do idoso, fazendo uso de orientações e até mesmo sugerindo a mudança de alguns objetos na casa, o que chamamos de Ergonomia. Estas adaptações servem para facilitar a vida do idoso e prevenir acidentes (por exemplo: evitando o uso inadequado de tapetes que podem levar ao desequilíbrio, queda e, consequentemente, a uma fratura).

Uma frase que ouço muito no início do tratamento de meus pacientes idosos é: “A cabeça quer, mas o corpo não deixa”. No entanto, conforme a evolução dos atendimentos ele vai superando seus limites físicos, tornando-se mais confiante e seguro e acreditando na sua capacidade física; integrando assim, a saúde mental e física em sua vida, na busca da felicidade.

Portanto, o tratamento fisioterapêutico, quando visto de uma forma global, na maioria dos casos traz melhorias para a qualidade de vida do idoso, levando-o a uma maior independência e interação com o meio social em que vive.