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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Características da doença Alzheimer


A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro que afeta a memória, o raciocínio e a comunicação das pessoas . Esta doença é a causa mais comum de demência, um tempo geral para dificuldades progressivas da memória e outras funções mentais. A demência era conhecida como "senilidade considerada um sinal normal de envelhecimento. Hoje sabemos que Alzheimer e outras formas de demência não fazem parte de um envelhecimento normal.
Doença de Alzheimer,  a doença se subdivide em três fases, e seus sintomas principais são:


Fase inicial:
  • Distração
  • Dificuldade de lembrar nomes e palavras
  • Esquecimentos crescentes
  • Dificuldade para aprender novas informações
  • Desorientação em ambientes familiares
  • Lapsos pquenos, man não característicos de julgamento e comportamento
  • Redução das atividades sociais dentro e fora de casa

Fase intermediária
  • Perda marcante da memória e da atividade cognitiva (atenção, julgamento moral, inteligência geral)
  • Deteriorização das habilidades verbais, diminuição do conteúdo e da variação da fala
  • Apresenta mais alterações de comportamento: frustração, impaciência, inquietação, agressão verbal e física
  • Alucinações e delírios
  • Incapacidade para convívio social autônomo
  • Perde-se com facilidade, tendência a fugir ou perambular pela casa
  • Inicia perda do controle da bexiga

Fase avançada
  • A fala torna-se monossilábica e, mais tarde, desaparece
  • Continua delirando
  • Transtornos emocionais e de comportamento
  • Perda do controle da bexiga e do intestino
  • Piora da marcha, tendendo a ficar mais assentado ou no leito
  • Enrijecimento das articulações, o que impossibilita a mudança de posições.
  • Dificuldade para engolir alimentos, evoluindo para uso de sonda enteral ou gastrostomia (sonda do estômago)
  • Morte.

Em relação a estas fases, alguns esclarecimentos merecem ser feitos:


1- Na fase inicial da doença, nem todos os sintomas aparecerão ao mesmo tempo. Todos pensam que o primeiro sintoma é a perda de memória, mas não será assim em todos os casos. Alguns pacientes apresentam inicialmente alterações de comportamento (tornam-se mais agitados ou mais apáticos, por exemplo). Os esquecimentos são um importante sintoma, mas em alguns casos eles poderão aparecer depois.


2- Estas fases são bem divididas (como expresso anteriormente), pois determinados sintomas são característicos de cada uma delas, porém, nem sempre acontecem da mesma forma com todos os pacientes. Em alguns casos não é possível observar uma mudança nítida entre uma fase e outra, visto que alguns sintomas se misturam e as fases se modificam gradativamente.


3- Nem todos os portadores apresentarão todos estes sintomas. Por exemplo, alguns familiares relatam ter um idoso portador de Alzheimer na família, porém relatam que “ele ainda não ficou agressivo”. A agressividade é um dos sintomas mais temidos da doença, e nem todos os portadores da doença irão apresentar este sintoma, seja simplesmente pelo fato do sintoma não aparecer, ou porque estão fazendo uso de uma medicação que os deixa menos agressivos.


4- A maioria dos portadores da doença não apresenta nenhum sintoma físico (no corpo) no início da doença: continuam caminhando normalmente, não emagrecem ou engordam, nem demonstram outro tipo de alteração.


5- Em relação a esquecer-se dos membros da família, enquanto alguns pacientes se esquecem em pouco tempo de algumas pessoas, outros demoram muito tempo para se esquecerem de pessoas próximas.


6- Não necessariamente a morte acontece na fase avançada. Devemos lembrar que o portador da Doença de Alzheimer pode também sofrer de outras doenças, que podem levá-lo ao óbito em qualquer uma das três fases.


7- É de suma importância que o portador de Alzheimer tenha acompanhamento de um médico (geriatra ou neurologista), e que a família tenha uma boa relação com este médico, visto que dúvidas como estas precisam ser sempre esclarecidas por este profissional.


Fonte: Cuidar de idosos/ Saúde online.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Exercícios Respiratórios ajudam a tratar idosos com asma


Exercícios respiratórios são eficazes e podem atuar como aliados ao tratamento medicamentoso da asma na população idosa. De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), idosos asmáticos que se submeteram a um programa regular de exercícios respiratórios – em geral deixados em segundo plano – apresentaram melhora no quadro clínico e na qualidade de vida.


O estudo Os efeitos de um programa de exercícios respiratórios para idosos asmáticos, de autoria de Ludmila Tais Yazbek Gomieiro, consiste basicamente em praticar a respiração diafragmática, com ênfase na parte baixa do diafragma, para que a respiração se dê de maneira mais correta: “No dia-a-dia não enchemos nem esvaziamos o pulmão o quanto deveríamos”, afirma. O programa de exercícios foi aplicado duas vezes por semana, em sessões de uma hora, durante quatro meses.


Os principais sintomas da asma – tosse, falta de ar e “aperto” no peito – se manifestam em crises desencadeadas, normalmente, por estímulos físicos, emocionais ou ambientais, como fumaça ou poeira. A limitação física de idosos, consequência natural da maior idade, facilita o desencadeamento desses sintomas, principalmente quando uma atividade física, ainda que diária, é realizada.


Além disso, o envelhecimento torna a parede torácica mais rígida e enfraquece os músculos respiratórios, entre eles o diafragma, o que reduz a capacidade de respirar. Assim, em função do medo da crise, a autoconfiança dos idosos diminui e isso tem influência negativa em sua vida social. “Eles ficam com medo de sair de casa, de passear com os netos, de viajar, pois acham que terão falta de ar ou uma crise e não terão como serem socorridos, pois estarão em ambientes desconhecidos”, explica a pesquisadora.


De acordo com o estudo, houve um aumento das pressões inspiratórias e expiratórias em decorrência do fortalecimento da musculatura, ou seja, o pulmão passou a esvaziar e a encher melhor. Isso diminuiu as limitações físicas dos pacientes. “Subir ladeiras e escadas, entrar no ônibus ou realizar atividades diárias tornou-se mais fácil”, descreve Ludmila. A necessidade do bronco-dilatador, conhecido por “bombinha”, também diminuiu, bem como a quantidade de falta de ar durante a noite. Em conjunto, esses resultados aumentaram a qualidade de vida dos idosos, que passaram a se sentir mais confiantes.


A pesquisa
No Brasil, o aumento da população com mais de 60 anos e a ausência de estudos sobre exercícios respiratórios como tratamento da asma para pessoas com essa faixa etária foram fatores que levaram Ludmila a pesquisar o tema. Entretanto, sua maior motivação foram as aulas de atividades físicas para asmáticos das quais participava. “Alguns alunos chegavam em crise leve e nós conseguíamos reverter o quadro só com os exercícios respiratórios.”


A maioria dos tratamentos deixa de lado os exercícios ou, quando os utilizam, fazem uso de aparelhos e válvulas inspiratórias, o que os torna menos acessíveis. O programa de exercícios desenvolvido por Ludmila não necessita de aparelhos e o paciente pode praticá-lo sem sair de casa. “Se a pessoa tiver disciplina e conseguir decorar o básico, é possível fazer sozinha.” Além disso, se praticados regularmente, podem ser coadjuvantes no tratamento da doença.

O estudo teve a orientação do prof. Pedro Francisco Giavina Bianchi Junior, do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia da FMUSP.a

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Retina e a Degeneração Macular



A retina é uma fina camada de células nervosas que reveste a parte interna do olho.
Ela é responsável pela formação da imagem,funcionando como o filme de uma câmera fotográfica. A mácula é a parte central e mais sensível a retina, a qual é responsável pela visão para leitura e proporciona uma visão nítida,detalhada e em cores. A mácula tem o tamanho de 2 a 3mm. A parte periférica da retina é responsável pelas visões noturna e lateral.

A degeneração macular é uma moléstia em que o afinamento e rompimento da retina prejudicam o funcionamento da mácula. Ela ocorre, na maioria dos casos, na terceira idade,sendo por isso freqüentemente chamada degeneração macular relacionada à idade.Entretanto, a doença pode também decorrer de fatos hereditários e,neste caso,é então chamado degeneração macular juvenil.A doença pode,ainda,decorrer de ferimentos,infecções e inflamações dos olhos.

Mas de 80% dos casos de degeneração macular senil são de modalidade atrófica ou sêca,a qual evolui lentamente e muitas vezes causa apenas perda parcial da visão. Os casos restantes são da modalidade: exsudativa ou úmida.Estes, embora totalizem uma porcentagem muito menor,representam um perigo muito maior para a visão. A doença é mais freqüente entre as pessoas de origem européia ou entre as que têm olhos de cor clara e, embora não se saiba todas as suas causas, está provavelmente relacionado com a exposição à luz solar ao longo da vida.


SINTOMAS DA DEGENERAÇÃO MACULAR
Um dos sintomas da degeneração macular é o embaçamento da visão central, interferindo na leitura e em outras atividades que exijam visão em detalhe.O paciente vê, por exemplo, o rosto de uma pessoa que esteja próxima sem conseguir ver os detalhes dos olhos ou da boca. Outros sintomas são a distorção no centro de uma paisagem ou das linhas no centro da visão,o esmaecimento das cores,a percepção de uma área escura ou vazia no centro da visão e a alteração do tamanho dos objetos em relação ao olho sadio.

Como, na maioria dos casos, a degeneração macular afeta um olho de cada vez, a pessoa só nota o problema quando começa a perceber algum dos sintomas apresentados.Entretanto, o oftalmologista pode detectar a degeneração macular no estágio inicial durante uma consulta de rotina. Se, ao examinar o fundo do olho,o oftalmologista notar indícios da degeneração macular,ele poderá realizar os seguintes exames adicionais:

· Campimetria, um teste que possibilita mapear o campo visual do paciente. O mapa obtido permite a identificação de alterações visuais causadas pelo glaucoma ou pela degeneração macular.

· Angiofluoresceinografia,exame em que por meio de um contraste injetável ministrado ao paciente torna-se possível identificar anormalidades na retina e realizar fotografias que ajudarão a indicar a melhor possibilidade de tratamento.

· Teste da grade de Amsler e teste da visão em cores ,usados por alguns oftalmologistas, para monitoramento da visão central e da visão em cores,respectivamente.


TRATAMENTO:
Embora existam diversos tratamentos sob pesquisa, ainda não há um meio eficaz para reverter ou deter a degeneração macular do tipo atrófica ou seca. Já a degeneração macular exsudativa ou úmida pode,em alguns casos,pode ser tratada a laser evitando-se a progressão da doença.

Mas, para a modalidade exsudativa da degeneração macular,a boa nova é a terapia fotodinâmica que associa um medicamento especialmente desenvolvido com os raios de um novo tipo de laser.O tratamento consiste em injetar o medicamento em uma da veias do braço do paciente. Este se espalha pelo corpo, concentrando-se nos vasos sanguíneos anormais da retina. Em seguida, esses vasos são destruídos por pulsos de luz do laser dirigidos para a retina do paciente.O paciente deve se proteger da luz do sol por um período de 24 a 48 horas.O tratamento não reverte a perda da visão ocorrida anteriormente, mas evita danos adicionais à visão. Em alguns casos, pode ser necessário a repetição do tratamento mais de uma vez por ano.

O MELHOR REMÉDIO É A PREVENÇÃO
A degeneração macular não causa cegueira total pois, geralmente,a retina periférica não é afetada. Mas, ela pode causar uma visão subnormal,um problema em que os óculos comuns não são capazes de proporcionar visão nítida. Faça uma consulta oftalmológica periódica se você tiver mais de 50 anos, se em sua família houver casos de problemas retinianos ou se você estiver com problemas de visão central, como alteração da forma de objetos ou imagens , ou perda de cor da visão.O diagnóstico da doença no estágio inicial possibilitará ao oftalmologista prescrever tratamento que previna dano adicional à visão e/ou indicar dispositivos ópticos para visão subnormal que ajudarão você a fazer melhor uso possível da visão restante.

Existem uma série de artifícios e objetos que poderão ser utilizados pelos pacientes no sentido de melhorar a sua qualidade de vida; tais como na leitura utilizar exemplares com um tipo de letra maior, telefones especiais, baralhos especiais entre outros.  

Fonte:  Saúde e Vida online